sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mais

E eu não sou mais obcecada por ti. Não preciso mais salvar todas as tuas fotos que eu encontrar, já não gasto meu dinheiro contigo. Não quero mais saber notícias; quanto mais longe eu ficar de tudo que te envolva, melhor eu fico.

Mas tu tem um jeito que me fascina. Por mais que eu tente tirar a tua imagem da minha cabeça, é sempre tu quem aparece antes que o sono dê as caras. É sempre a tua risada e o teu sorriso único que me fazem voltar ao zero. Do início, reconstruindo cada partezinha de mim que se despedaça ao ter certeza que é impossível.

Dói, mas passa.
Passa, mas não se apaga.

Tu fica ali, jogado num canto. Na forma de um pedaço de papel escrito ou em uma foto na parede do meu quarto. De vez em quando tu aparece pra me perturbar, mas já não tem mais o mesmo efeito de uns meses atrás.

Daqui a alguns dias, quando tu estiver bem perto, eu vou chorar feito um bebê. Só pra ter certeza que o maior amor do mundo, é o que tu nunca teve a chance de amar de verdade.

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